Conhece algum monumento histórico que esteja vedado à investigação? Conhece algum acontecimento histórico que seja proibido investigar? Conhece algum caso em quem investiga um acontecimento histórico é preso?
Só conheço um caso: o Holocausto.
E porquê? Por respeito para com a verdade? Claro que não! A Verdade não teme investigações.
Por respeito para com as vítimas? Não acredito. As vítimas de certesa quereriam que toda a verdade fosse conhecida.
Se tentar despir-se de todas as conotações emocionais relacionadas com o Holocausto, é capaz de chegar à conclusão de que esta é uma história que não faz sentido.
Há histórias que simplesmente não batem certo. Não batem certo porque são ilógicas.
A Alemanha estava a perder a guerra. Tinha falta de matérias primas, combustíveis e mão de obra.
Foram criadas campanhas para recrutamento de trabalhadores nos países ocupados, em alguns casos com êxito.
A Alemanha tinha também um recurso gigantesco de mão de obra: a população dos campos de concentração. De facto, muito foi feito para aproveitar esse enorme recurso. A indústria foi reconvertida e realojada para perto dos campos de concentração.
Alguns campos de concentração cresceram enormemente de tamanho, tornando-se no núcleo de grandes cidades industriais. Muitos prisioneiros foram deslocados para campos construídos à pressa perto de grandes centros industriais para serem utilizados como mão de obra forçada.
Prisioneiros de Dachau numa fábrica de espingardas
Fábricas secretas de armamento foram construídas para funcionarem exclusivamente à base de trabalho escravo dos campos de concentração.
Sob o ponto de vista económico, o plano deu bons resultados. O resultado foi, entre outros, os milhares de foguetes V2 construídos à base de trabalho escravo fornecido pelos campos de concentração.
Aushwitz tornou-se num gigantesco parque industrial.
E então, gigantescos recursos em combustível (a luftwafe já não tinha combustível para pôr todos os seus aviões no ar e os tanques não podiam sequer tomar a ofensiva), milhares de comboios e locomotivas, congestionando grandemente a rede de comunicações, são mobilizados apenas para destruir um recurso valioso?
Não faz sentido.
Quando o exército vermelho se aproximou perigosamente de Auschwitz, a SS evacuou o campo, levando consigo a mão-de-obra válida e deixando para o exército vermelho as crianças, velhos e doentes. Esta fotografia foi tirada pelo exército vermelho quando o campo foi libertado.
Também não faz sentido acreditar que os nazis, que tinham um desprezo total pelos russos, que eram os que tinham pior tratamento nos campos de concentração e foram utilizados para os piores trabalhos e obrigados a trabalhar até morrerem de exaustão, mas nunca se deram ao trabalho de os exterminar, se deram ao trabalho de exterminar uma mão de obra de qualidade muito superior e com um um nível de instrução médio invejável, os judeus?
Não faz sentido.
Ah, pois, o anti-semitismo! Os nazis eram anti-semitas, sem dúvida. Consideravam os judeus sub-humanos.
Mas também consideravam todos os eslavos sub-humanos e tinham como política de ocupação o despovoamento parcial dos territórios ocupados, que se tornariam apenas em fonte de alimentos e matérias primas para o terceiro Reich. A população local forneceria apenas o trabalho braçal não especializado, sob a direcção dos seus amos, os alemães.
Libertação de Buchenwald
Assassinaram os homosexuais, os ciganos, os doentes mentais, até os inválidos de guerra (segundo se diz).
Mas usaram toda a mão de obra disponível, até a dos russos e, naturalmente, dos judeus.
Não há dúvida que atrocidades foram cometidas. Não há dúvida de que centenas de milhares de prisioneiros morreram, executados, por maus tratos, por doença, alguns de fome nos dias finais da guerra, quando se deu o colapso do sistema de transportes em toda a Alemanha, e os campos deixaram de receber comida.
Os nazis já tinha feito o que queriam dos judeus: apoderaram-se da sua riqueza e expulsaram-nos, de uma maneira ou de outra, da Alemanha. Chegaram a propôr aos ingleses, antes da guerra, apoio para deportarem os judeus para Madagascar, já que não os queriam na sua terra. Os ingleses recusaram.
Estavam na defensiva, a grande ameaça do ponto de vista deles era a ocupação bolchevista da Europa.